AI가 있든 없든, 문제는 언제나 똑같다.
Source: Dev.to
O desafio de fazer um produto vingar
A dificuldade de fazer um produto vingar não mudou. Antes eu conseguia criar um produto básico em três meses, publicá‑lo nas lojas de aplicativos e ninguém o usava. Hoje consigo fazer isso em uma semana, mas o resultado ainda é o mesmo: poucos usuários.
Atenção limitada e competição feroz
- As pessoas têm tempo e atenção limitados: rolam o feed do TikTok, assistem Netflix.
- Empresas bilionárias lutam brutalmente para capturar o máximo possível dessa atenção.
- A loja de apps já está lotada, com milhões de aplicativos que ninguém conhece ou usa.
Mesmo com LLMs permitindo que qualquer pessoa crie um app em uma semana, o problema central persiste: disputar atenção, fazer marketing pesado, criar estratégias e atingir um nicho. A IA não removeu o problema; apenas acelera a produção.
Produto sem usuários não gera valor
Se você construiu sua API seguindo boas práticas (DDD, Design Patterns, Clean Architecture, resiliência e observabilidade) e ninguém a utiliza, o esforço foi em vão. Perguntas essenciais:
- Quem vai usar seu produto?
- Ele é lucrativo?
É matemática simples: código bem escrito não garante adoção nem lucro. Muitos desenvolvedores ainda acreditam que o trabalho termina ao escrever código, esperando que o time de produto descubra como monetizá‑lo. Essa visão sempre foi equivocada, antes e depois da IA.
Avaliar a utilidade antes de investir
- Valide o problema – converse com outros times, entenda a dor do usuário a fundo.
- Teste a proposta – se o produto faz sentido no mercado e as pessoas o utilizam, o trabalho está bem‑feito.
- Considere a sustentabilidade – mesmo um produto bem‑recebido não garante seu emprego; mudanças de foco da empresa podem levar a layoff.
O ciclo tradicional de desenvolvimento
- MVP rápido – equipes contratam vários devs para construir algo em prazos apertados, gerando código de qualidade duvidosa.
- Validação de marketing – se os clientes pagam, o produto avança.
- Refatoração – limpeza de código, correção de bugs e organização da base.
Essa dinâmica continua, apenas com ferramentas diferentes. A diferença hoje é que LLMs podem acelerar a fase de construção, mas a necessidade de testes automatizados, controle de qualidade e gestão do débito técnico permanece.
Ferramentas e produtividade
- Antes das IAs, desenvolvedores que não utilizavam IDEs, geradores de código ou atalhos eram menos produtivos.
- Ferramentas sempre foram parte do trabalho; ignorá‑las pode transformar um dev em “dinossauro”.
- Low‑code, Google Forms e Firebase já permitiam validar ideias rapidamente, sem backend próprio. Se o produto fosse lucrativo, migrava‑se para uma arquitetura mais robusta; caso contrário, descartava‑se.
Quando menos código pode ser melhor
- Avalie todas as ferramentas disponíveis: automação, terceirização de partes, plataformas low‑code.
- O objetivo sempre foi automatizar e otimizar.
- Mesmo sem IA, muitas empresas ainda realizavam tarefas manualmente que já estavam automatizadas há anos.
- Hoje, a percepção de que não é necessário gastar uma sprint inteira para criar um CRUD sofisticado está se tornando óbvia.
O futuro da produtividade
Se todos se tornarem “monstros de produtividade”, capazes de automatizar o trabalho de centenas de pessoas, a régua de desempenho subirá gradualmente. As empresas precisarão de profissionais de alto nível para construir produtos ainda mais diferenciados e competitivos.
Conclusão
Todos os problemas que se atribuem à IA já foram enfrentados ao longo da carreira de desenvolvedor. Nada mudou fundamentalmente: a batalha por atenção, a necessidade de validação de mercado e a importância de entregar valor continuam sendo os verdadeiros desafios.