IA, carreira e ansiedade

Published: (February 8, 2026 at 08:00 PM EST)
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Source: Dev.to

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gabrielly

As coisas estão mudando muito rápido o tempo todo. Tenho a sensação de que quem está se saindo melhor é justamente quem consegue fluir de acordo com essas mudanças. Eu — como engenheira de software júnior — me sinto no meio do furacão. E, provavelmente, você também se sente assim.

Oie, meu nome é Gabrielly, mas podem me chamar pelo meu vulgo de Gabi. Faço faculdade de Engenharia de Software e trabalho como desenvolvedora frontend há dois anos. Além disso, sou a criadora do Mentoriah, um projeto de incentivo à entrada de pessoas LGBTQIAPN+ no mercado de TI.


O impacto da IA no nosso ritmo de vida

Porque é onde nós estamos, kkkkk. Estamos no meio de uma revolução industrial maluca em que a IA vem ocupando cada vez mais espaço. Precisamos nos ajustar não só no trabalho, mas no ritmo da vida. A realidade é que a vida nunca mais será a mesma agora que temos IA.

“O que a IA parece estar fazendo é pulverizar minha capacidade de concentração e contemplação. Meu cérebro agora espera receber informações da maneira como a IA as distribui: em um fluxo de partículas que se move rapidamente.”
“A memória é muito mais do que um reservatório de fatos; é o próprio fundamento da inteligência e da sabedoria. Quando começamos a usar a IA como substituta para a memória biológica, corremos o risco de esvaziar nossas mentes de sua riqueza e diversidade.”

Essas frases foram adaptadas por mim a partir de The Shallows (A Geração Superficial), de 2011, que discute como a internet mudou nossa forma de pensar. Trocar “internet” por “IA” mostra que já passamos por transformações semelhantes antes.

Casos do mercado

Caso positivo – Wikipedia

A Wikipedia percebeu que as IAs utilizam sua base de conteúdo constantemente. Em vez de lutar contra isso, fechou acordos com gigantes como Amazon, Meta e Microsoft para que o treinamento seja pago. Isso ajuda a custear a infraestrutura e valoriza o trabalho dos voluntários. É um exemplo de adaptação bem‑sucedida.

Caso negativo – Tailwind

Se você é dev frontend, deve ter visto. O Tailwind precisou demitir 75 % dos funcionários porque o tráfego do site caiu: as pessoas agora pedem o código direto para a IA. Irônico que o Tailwind nunca foi tão usado, mas a empresa não conseguiu capturar esse valor como a Wikipedia fez. Hoje, Google e Vercel patrocinam o projeto para que ele não morra.

Exemplos recentes

  • Itaú e Pix via IA – Em uma palestra na FIAP, ouvi sobre a ideia de usar IA para dividir contas (“IA, divide a conta do bar com a fulana”). Prático, mas o Pix é gratuito enquanto a IA tem custo alto. Como fechar essa conta?
  • Atendimento ao cliente 24/7 – Substituição de atendentes humanos por IA no WhatsApp. O que acontece com esses profissionais? Como o mercado se reestrutura?

Conclusão (por enquanto)

Enquanto as empresas avaliam o ROI (retorno sobre investimento), nós precisamos aprender a usar a IA sem depender dela. Ela deve ser nosso rascunho, nosso desenho inicial para ganhar tempo, mas não o substituto do nosso cérebro.

Tudo isso sem nem entrar no impacto ambiental colossal que o treinamento desses modelos gera…

Enfim, deixo vocês com mais perguntas do que respostas. Foi mal! Pensei alto por aqui.

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