Purview em 2026: do “compliance portal” para o control plane de dados na era de IA e agentes

Published: (January 6, 2026 at 08:19 AM EST)
3 min read
Source: Dev.to

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Se você está olhando para Copilot/agents como “feature de produtividade”, vai bater num muro em 2026: dados.
Prompt é canal de extração, RAG é “busca com consequência”, e agentes viram identidades que executam ações. Nesse cenário, o Microsoft Purview está evoluindo de “visibilidade” para postura + ação, um plano de controle para proteger e governar dados e interações com IA.

A referência mais útil para acompanhar a trilha oficial é o What’s new in Microsoft Purview (Microsoft Learn), que aponta também para os roadmaps do que está planejado.

1) DSPM: de dashboard para workflows guiados (e postura contínua)

O Purview está consolidando o Data Security Posture Management (DSPM) como ponto central para “secure data for AI” e monitorar uso de IA (Copilots, agents e apps com LLMs).

Importante: a documentação indica que o DSPM for AI “clássico” está sendo substituído por uma nova versão com guided workflows para gestão proativa de risco e operação mais simples. Isso sinaliza que, em 2026, a postura será um processo contínuo, não uma auditoria pontual.

O que isso habilita na prática

  • Priorização por objetivo (reduzir oversharing, fechar gaps de proteção, etc.)
  • Remediação orientada por recomendação
  • Operação mais “business speed” sem perder governança

2) Agentes viram escopo de política: Purview para AI agents

O Purview já oferece orientação específica para gerenciar segurança e compliance para AI agents.
Essa mudança de paradigma amplia a governança de usuários e arquivos para também incluir interações e entidades agentic.

Impacto para arquitetos

  • Políticas precisam considerar identidade/escopo do agente
  • Accountability exige trilha de auditoria e evidência sobre ações executadas “em nome de”

3) O prompt entrou oficialmente no perímetro: DLP para Copilot (prompts e grounding)

O ponto mais “pé no chão” para 2026 é o DLP direcionado ao Microsoft 365 Copilot e Copilot Chat, que pode ser configurado para:

  • Bloquear prompts que contenham Sensitive Information Types
  • Impedir resposta do Copilot quando o prompt viola política
  • Impedir que dados sensíveis sejam usados em buscas internas/externas (incluindo web)

Além disso, é possível excluir arquivos/e‑mails com sensitivity labels de serem usados como grounding (proteção já em GA, segundo a própria documentação).

Tradução de negócio

Com uma taxonomia de labels e política DLP bem desenhadas, é possível acelerar a adoção de IA com risco controlado.

4) “Security Copilot Agents” dentro do Purview: reduzir fila manual de alertas

O Purview incorpora agentes do Security Copilot voltados para tarefas específicas, como triagem e priorização de alertas em DLP e Insider Risk, oferecendo explicabilidade da categorização (útil para operação e auditoria).

Leitura de arquiteto

Isso representa um passo rumo a closed‑loop operations (detectar, priorizar, agir e evidenciar) sem aumentar o headcount na mesma proporção.

Checklist do arquiteto para entrar em 2026 “pronto para agentes”

  • Labels primeiro: taxonomia simples, aplicada em escala
  • DLP para Copilot: prompts + grounding (com exceções bem governadas)
  • DSPM como cockpit: postura, recomendações e workflows guiados
  • Modelo de governança de agentes: identidade, escopo, auditoria, evidência
  • Operação: triagem, resposta e métricas (reduzir dwell time de violação)

Obrigado pela sua leitura até aqui!

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